Alguns autores desavisados tentam deturpar os fatos, afirmando que os irmãos de Jesus de quem os evangelhos falam, seriam filhos de José e Maria, contrariando, assim, a crença milenar da Igreja sobre a virgindade da mãe de Jesus, dogma da Igreja Católica e também da Ortodoxa. Entretanto, algumas seitas protestantes colocam em dúvida essa crença.
Jesus teve quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Judas e duas irmãs, cujos nomes os Evangelistas sinóticos não mencionam, mas aparecem em outros documentos, como sendo Maria, Salomé ou Ana.
O idioma aramaico não tem vocábulo para a palavra primo, sendo os mesmos denominados irmãos.
Vejamos textos antigos que tratam do assunto:
"O Evangelho de Tiago, um texto apócrifo@ do século II, retrata José como um viúvo idoso com filhos de um casamento anterior ao se casar com Maria. Essa narrativa popularizou a visão de que os "irmãos de Jesus" mencionados na Bíblia eram, na verdade, meios-irmãos ou enteados de Jesus, filhos de um matrimônio anterior de José."
"Maria viveu no templo e Deus escolheu o seu noivo. Um anjo visitou Zacarias, o sumo sacerdote, e pediu-lhe que reunisse os descendentes de David em condições de se casarem. Cada um deveria trazer um ramo e colocar sobre o altar, pois Deus faria florir o ramo daquele que seria o noivo de Maria. O sinal de Deus foi uma pomba que descansou sobre o ramo de José, que tentou recusar, afirmando: "Tenho filhos e sou velho, enquanto ela é uma menina. Não quero ser sujeito a zombaria por parte dos filhos de Israel." José falou isso, mas casou com a menina Maria, cuja gravidez miraculosa lhe foi explicada por um anjo durante um sonho.
A Virgindade Perpétua de Maria foi proclamada no Concílio Regional de Latrão, em 649. No entanto, desde os primeiros séculos do Cristianismo, os escritos dos Padres da Igreja testemunham e defendem a virgindade de Maria antes, durante e depois do parto.
Também os santos padres – como são Cipriano, santo Atanásio, santo Ambrósio, são João Crisóstomo, são Jerônimo, santo Agostinho e muitos outros -, escrevendo sobre a virgindade, lhe dedicaram os maiores louvores.
Inclusive, até mesmo reformadores protestantes como Lutero e Calvino professam a virgindade de Maria. Lutero, num sermão, proferiu um belíssimo texto a respeito da Virgem Maria. Ei-lo:
"Maria é a mulher mais elevada e a pedra preciosa mais nobre no Cristianismo depois de Cristo… Ela é a nobreza, a sabedoria e a santidade personificadas. Nós não poderemos jamais honrá-la o bastante. Contudo, a honra e os louvores devem ser dados de tal forma que não ferem a Cristo nem às Escrituras.”
(Martinho Lutero, Sermão no Ano de1537)
E, por fim, a piedade popular e a devoção dos fiéis corroboram o dogma. Ao longo dos séculos, reflete a profunda fé do povo de Deus na Santa Mãe de Deus. Assim, a Virgindade Perpétua de Maria não apenas encontra base nas Escrituras e na tradição, mas também ressoa no coração dos fiéis como uma verdade fundamental da fé cristã.No Calvário, quando Jesus falou: "Mulher, eis o teu filho e João, eis a tua mãe" , certamente Ele estava indicando que, após a sua subida ao céu, sua mãe não tinha outro filho para ampará-la, tarefa que João desempenhou até os últimos dias da mãe de Jesus. Se ela tivesse outros filhos, certamente, alguns deles estariam no Calvário para ampará-la naquele momento doloroso. Ali estavam, além de João, Maria Madalena e uma irmã da Virgem Maria, de nome Maria de Cléofas. Portanto, três Marias estavam ao pé da cruz.