quarta-feira, 13 de maio de 2026

O MISTÉRIO QUE ENVOLVE OS IRMÃOS E IRMÃS DE JESUS MENCIONADOS NOS EVANGELHOS

 

                                     
 José, esposo de Maria, introduz o Menino Jesus, seu filho adotivo, na arte da carpintaria

Alguns autores desavisados tentam deturpar os fatos, afirmando que os irmãos de Jesus de quem os evangelhos falam, seriam filhos de José e Maria, contrariando, assim, a crença milenar da Igreja sobre a virgindade da mãe de Jesus, dogma da Igreja Católica e também da Ortodoxa. Entretanto, algumas seitas protestantes colocam em dúvida essa crença. 

Jesus teve quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Judas e duas irmãs, cujos nomes os Evangelistas sinóticos não mencionam, mas aparecem em outros documentos, como sendo Maria, Salomé ou Ana. 

O idioma aramaico não tem vocábulo para a palavra primo, sendo os mesmos denominados irmãos.

Vejamos  textos antigos que tratam do assunto:

"O Evangelho de Tiago, um texto apócrifo@ do século II, retrata José como um viúvo idoso com filhos de um casamento anterior ao se casar com Maria. Essa narrativa popularizou a visão de que os "irmãos de Jesus" mencionados na Bíblia eram, na verdade, meios-irmãos ou enteados de Jesus, filhos de um matrimônio anterior de José."

"Maria viveu no templo e Deus escolheu o seu noivo. Um anjo visitou Zacarias, o sumo sacerdote, e pediu-lhe que reunisse os descendentes de David em condições de se casarem. Cada um deveria trazer um ramo e colocar sobre o altar, pois Deus faria florir o ramo daquele que seria o noivo de Maria. O sinal de Deus foi uma pomba que descansou sobre o ramo de José, que tentou recusar, afirmando: "Tenho filhos e sou velho, enquanto ela é uma menina. Não quero ser sujeito a zombaria por parte dos filhos de Israel." José falou isso, mas casou com a menina Maria, cuja gravidez miraculosa lhe foi explicada por um anjo durante um sonho.

A Virgindade Perpétua de Maria foi proclamada no Concílio Regional de Latrão, em 649. No entanto, desde os primeiros séculos do Cristianismo, os escritos dos Padres da Igreja testemunham e defendem a virgindade de Maria antes, durante e depois do parto. 

Também os santos padres – como são Cipriano, santo Atanásio, santo Ambrósio, são João Crisóstomo, são Jerônimo, santo Agostinho e muitos outros -, escrevendo sobre a virgindade, lhe dedicaram os maiores louvores.

Inclusive, até mesmo reformadores protestantes como Lutero e Calvino professam a virgindade de Maria. Lutero, num sermão, proferiu um belíssimo texto a respeito da Virgem Maria. Ei-lo:

"Maria é a mulher mais elevada e a pedra preciosa mais nobre no Cristianismo depois de Cristo… Ela é a nobreza, a sabedoria e a santidade personificadas. Nós não poderemos jamais honrá-la o bastante. Contudo, a honra e os louvores devem ser dados de tal forma que não ferem a Cristo nem às Escrituras.”

(Martinho Lutero, Sermão no Ano de1537)

E, por fim, a piedade popular e a devoção dos fiéis corroboram o dogma. Ao longo dos séculos, reflete a profunda fé do povo de Deus na Santa Mãe de Deus. Assim, a Virgindade Perpétua de Maria não apenas encontra base nas Escrituras e na tradição, mas também ressoa no coração dos fiéis como uma verdade fundamental da fé cristã.



No Calvário, quando Jesus falou: "Mulher, eis o teu filho e  João, eis a tua mãe" , certamente Ele estava indicando que, após a sua subida ao céu, sua mãe não tinha outro filho para ampará-la, tarefa que João desempenhou até os últimos dias da mãe de Jesus. Se ela  tivesse outros filhos, certamente, alguns deles estariam no Calvário para ampará-la naquele momento doloroso. Ali estavam, além de João, Maria Madalena e uma irmã da Virgem Maria, de nome Maria de Cléofas. Portanto, três Marias estavam ao pé da cruz.

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