quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A ESTUPIDEZ DE UMA FAMÍLIA RICA NA DÉCADA DE TRINTA, NAS FAZENDAS DO SUL DO BRASIL

 



O texto que segue, foi extraído do livro MENINO TROPEIRO, de R.H. Souza, autor deste blogue. 

"Ainda me lembro de um personagem folclórico, que aparecia algumas vezes na localidade, onde era bem recebido por todos. Seu nome era Oscar de Brito, o filho mais novo de um rico casal de fazendeiros, moradores no distrito de Campo Belo. O jovem Oscar montava sempre um belo cavalo e trajava um pala de seda. Os arreios e o freio de sua montaria tinham acabamento em metal. Eram feitos de prata, segundo diziam, mas eu não tinha conhecimento para uma avaliação correta. Segundo meu pai, eram mesmo de prata. Oscar trazia consigo sempre uma gaita de foles, tocando-a com muita habilidade. Quando ele chegava, a alegria era geral, pois as pessoas se reuniam à noite, à volta do fogo, enquanto ele tocava músicas regionais, muitas do folclore gaúcho. Oscar de Brito era um cavaleiro andante, muito simpático e querido de todos, um verdadeiro PLAYBOY dos pampas.

A riqueza da família Brito era conhecida em toda a região. Quando os pais morreram, o irmão mais velho, Juca de Brito, assumiu o comando das fazendas e promovia festas dignas de um magnata. Não sei se era lenda, mas contavam que, entre uma taça de champanhe e outra, ele, para impressionar os convidados, botava um charuto cubano na boca e o acendia com uma nota de cem mil réis, uma verdadeira fortuna para a época. Para se ter uma ideia, meu pai, dando aulas para quatro turmas  de  alunos, não chegava a ganhar duzentos mil-réis por mês.

Segundo eu soube mais tarde, a fortuna dos Brito se esvaiu como a fumaça daqueles charutos importados, exibidos por ele aos convidados nas magníficas festas que promovia. Cáspite*, como diziam os italianos.

*Cáspite é uma interjeição usada para expressar admiração, espanto, surpresa ou aprovação, muitas vezes com um toque de ironia. 



OS TRUQUES QUE AKIO MORITA USAVA PARA VENDER SEUS PRODUTOS





Akio Morita, fundador da Sony, conta em seu livro Made in Japan como conseguiu, em 1955, introduzir nos Estados Unidos o primeiro rádio transistor, fabricado pela empresa. Era um produto de pequenas dimensões, quando o mercado estava acostumado aos aparelhos de grande porte, pois os americanos viviam em casas grandes, com muitos quartos. Para introduzir seu produto, ele argumentava que, face à grande quantidade de emissoras  existentes  em Nova  York,  cada  membro da família poderia ter o seu próprio aparelho e ouvir suas músicas preferidas em seu quarto, sem perturbar os outros. O argumento de Morita prevaleceu. Em contato com uma grande cadeia de lojas, o comprador gostou do produto e pediu cotação de preço para cinco, dez, trinta, cinquenta e cem mil aparelhos. Mas como a fábrica ainda não tinha capacidade para grandes produções, Morita deu uma cotação de preços em que o custo unitário subia de acordo com o aumento da quantidade. 

Quando o comprador leu a proposta, falou: “Sr. Morita, há trinta anos trabalho no setor de compras e o sr. é a primeira pessoa que vem aqui e me diz que, quanto maior for a encomenda, maior será o preço por unidade. Isso não tem lógica”. Diante das explicações do vendedor, o comprador sorriu e Morita saiu da sala com um pedido de 10 mil rádios, o que foi bom para ele e para a empresa compradora.

Usando sua imaginação, Morita conseguiu desenvolver sua empresa, começando com uma pequena fábrica no Japão, para um grande complexo industrial, hoje, com seus produtos, presentes em todos os continentes. Mas, além de produtos eletrônicos, a empresa atua em outras áreas. Veja: 

Columbia Pictures Industries, Inc. é uma produtora e distribuidora de filmes norte-americana e é um dos cinco maiores estúdios de cinema de Hollywood. É uma divisão da Sony Pictures Entertainment, uma subsidiária do conglomerado japonês Sony.[ A sua sede está localizada em Culver City, na Califórnia nos Estados Unidos.