No livro OPERAÇÃO KAABA, RH Souza, autor do blog Scripta e Virtual, faz um relato futurista, descrevendo uma guerra entre países do Ocidente e Nações Árabes Unidas, conflito esse resultado de divergências milenares entre Ocidente e Oriente, que remontam ao ano de 1095. quando o papa Urbano II convocou a primeira grande cruzada. No texto que segue, o leitor tem uma ideia dos acontecimentos que um dia, nos tempos modernos, poderão acontecer. Para conhecer os detalhes dessa narrativa eletrizante, compre o livro OPERAÇÃO KAABA, que está em promoção neste blog. Veja, a seguir como se desenvolve essa eletrizante narrativa, lendo um trecho do primeiro capítulo do livro.
"O comandante Lacerda retornou à cabine e tirou da gaveta de sua escrivaninha uma pasta onde se lia: Estritamente Confidencial - e releu mais uma vez as instruções que recebera, alguns dias antes, diretamente do Ministério da Defesa, depois de uma reunião no Palácio do Planalto, com o Presidente da República e da qual participaram, além do Ministro da Defesa, representantes do Ministério da Marinha, do Ministério das Relações Exteriores, juntamente com o chanceler brasileiro e o embaixador americano, em Brasília, tal a relevância do assunto em pauta.
A reunião fora sigilosa e, apesar do cerco montado pela imprensa, nada transpirou. Todos os participantes saíram pelo elevador privativo do presidente, sem dar nenhuma declaração. Diante da delicada situação internacional, os boatos pipo- cavam nos jornais, rádios, televisões e na internet. As forças armadas brasileiras estavam em estado de alerta, acompanhando o desenrolar da crise internacional. Uma grande frota marítima aliada, formada por navios e numerosos porta-aviões, carregados com os mais modernos aviões a jato, armados com sofisticados mísseis, se dirigia ao Mar Mediterrâneo, ao Mar da Arábia, Mar Vermelho e Golfo Pérsico. Eram navios americanos, ingleses, franceses, australianos e canadenses. Modernos submarinos, armados com sofisticados mísseis de alcance intercontinental, tomavam posição em pontos estratégicos nos mares e oceanos, de onde poderiam alcançar qualquer país do Oriente Médio.
Na verdade, o mundo estava às vésperas de um conflito de grandes proporções, cuja duração era difícil de se prever, tal o poder de destruição que os armamentos tinham alcançado àquela altura do século XXI. Os diversos países árabes, envolvidos no conflito, também possuíam armamentos de elevado poder destrutivo e seus exércitos contavam com mais de dois milhões e quinhentos mil combatentes, treinados para os mais diversos tipos de combate. Na verdade, isso era o resultado de vários anos de difícil convivência entre o Ocidente, de um lado, liderado pelos Estados Unidos e potências europeias e do outro, pelas chamadas Nações Árabes Unidas (NAU), formadas pelo Irã, Iraque, Arábia, Emirados Árabes, Líbia, Síria, além de alguns países africanos. Todos os seus governos agiam sob a liderança de Abu al Raschid, líder republicano da Arábia, que derrubara a monarquia saudita e se firmara como um dos grandes líderes do mundo árabe, conseguindo reunir as diversas lideranças em torno de um objetivo único: fazer frente ao Ocidente capitalista, cujo poder se enfraquecera depois de crises diplomáticas entre a União Europeia e os Estados Unidos, por causa de disputas econômicas e, principalmente, face também ao surgimento de uma nova superpotência, a China, com sua gigantesca população de mais de um bilhão e quinhentos milhões de habitantes e o maior exército do planeta. Todos esses países árabes retomavam os chamados princípios básicos do Islamismo, impondo às suas populações a moral e os costumes rígidos pregados pelo Alcorão. Também restringiam suas ligações comerciais com o Ocidente, pois tinham desenvolvido uma indústria própria, que lhes fornecia os produtos básicos para sua sobrevivência. Produtos agrícolas, como milho, soja, trigo e outros cereais, além de carne bovina e carne de frango, eles os importavam da América Latina, principalmente do Brasil e da Argentina, que se tornaram seus grandes parceiros comerciais. Armamentos modernos eram adquiridos do Ocidente via contrabando, ou comprados diretamente da Rússia e da China, agora uma superpotência, cujo desenvolvimento industrial nada ficava a dever ao dos países mais adiantados.
Os membros da NAU tinham um elo comum de união: o ódio ao Ocidente, cuja cultura era a antítese de suas crenças e tradições, fator que os dividira ao longo dos séculos, desde o ano de 1095, quando o Papa Urbano II convocara os reis e príncipes cristãos a empreenderem uma grande cruzada para libertar os lugares santos da Palestina das mãos dos muçulmanos. Iniciaram-se neste longínquo ano, os embates entre Ocidente e Oriente, entre a Cruz e o Crescente, entre os cristãos, chamados de infiéis e os seguidores do profeta Maomé. O estopim que desencadeou o conflito entre Ocidente e Oriente Médio, foi o torpedeamento no Mar Vermelho de um navio da Arábia, por um submarino israelense, sob a alegação de que a embarcação carregava ogivas nucleares, compradas na China, para reforçar o arsenal atômico dos países da NAU. Como resposta ao afundamento do navio, a NAU lançou mísseis contra Israel, que respondeu com a ajuda dos Estados Unidos e de outros países do Ocidente. Iniciava-se, assim, a Guerra do Oriente Médio, como ficou conhecida.
A essa altura dos acontecimentos, o Ocidente já não dependia do fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico, pois tinha outras fontes de fornecimento, como os países do Golfo da Guiné, na África, além de outras fontes, como a Amazônia e o litoral brasileiro, onde foram feitas descobertas muito signi- ficativas. As fontes alternativas de energia também substituíam o petróleo, entre as quais o etanol, do qual o Brasil era grande produtor."
OPERAÇÃO KAABA - Uma história extraordinária, que se passa no ano de 2045, num conflito internacional de graves consequências e o sequestro de um papa por terroristas islâmicos. O livro fala do surgimento de uma nova ordem religiosa - os Novos Templários, em cujos votos está, agora incluído, o voto de Preservação, com o objetivo de minorar os graves problemas ambientais que surgirão no futuro. A história envolve terroristas, jornalistas, políticos, fanáticos religiosos, personagens do clero e a figura de um papa - Pedro Paulo I, além de uma bela jovem que está presente em toda a trama.
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