Segundo relato dos Evangelhos, Maria Madalena foi quem primeiro se
encontrou com Cristo ressuscitado e foi ela que correu até os
apóstolos, com a extraordinária notícia. Pedro e João correram até o túmulo,
sendo que Pedro foi o primeiro a entrar no recinto, verificando que o corpo
do Senhor ali não estava, percebendo apenas que o Sudário que o envolveu ,
se encontrava num canto, juntamente com outros panos da mortalha. Certamente
que os apóstolos o recolheram, mas essa é a única menção que encontramos na
Bíblia sobre a existência do Sudário, após a ressurreição de
Jesus.
Na imagem gravada, em negativo, no tecido, pode-se identificar os ferimentos na cabeça,
causados pelos espinhos e nas mãos, causados pelos pregos. Pode-se também
identificar o ferimento no peito, resultado da lança que o soldado romano
usou para se certificar que Jesus estava morto, em vez de lhe quebrar as
pernas como era feito, usualmente, com todos os condenados pela
crucificação. Cumpria-se, assim, a profecia de Davi, pois ela falava que nenhum osso de
Jesus seria quebrado.
O Sudário, séculos depois, acabou aparecendo em Constantinopla,
trazido, a seguir, para a Europa pelos cruzados, sendo, então
guardado na Catedral de Turim, onde se encontra até hoje, onde é
objeto de intensas pesquisas, que procuram autenticar a sua verdadeira
origem. Nele estão gravadas imagens de um corpo com manchas de sangue, corpo
esse que corresponde às descrições dos Evangelhos sobre a Paixão de Cristo
com as torturas que Jesus sofreu. Mas como essas imagens foram gravadas no
tecido? Aí é que está o mistério. Cientistas de vários países tentaram de
todos os modos descobrir a técnica usada para as referidas gravações e até
hoje não conseguiram nenhum resultado. Chegaram a aplicar ao tecido o método
do chamado carbono 14 para determinar a data em que as gravações
teriam sido feitas e chegaram à conclusão que as mesmas datavam da
Idade Média. Uma conclusão meio absurda, porque na Idade Média não existia
fotografia nem laboratórios de química capazes de tal façanha.
O Santo Sudário, quando exposto na catedral de Milão, sendo visitado por
milhares de fiéis, procedentes de todos os continentes.
Barrie Schwortz era um fotógrafo judeu que se propôs acabar com a
farsa do Sudário que, para ele era uma invenção dos cristãos. Estudou o
assunto com profundidade, fez profundos testes de laboratório, pois ele era
um fotógrafo famoso. Depois de longos estudos, ele se rendeu e chegou à
conclusão que aquele corpo gravado no tecido era o corpo de outro judeu-
Jesus Cristo. Daí em diante, embora continuasse com suas crenças judaicas,
passou a divulgar o sudário como uma reprodução verdadeira do martírio
de Jesus Cristo.
Nos dias atuais, um grupo de cientistas fez mais uma tentativa de desvendar o mistério que cerca o Santo Sudário. Chegaram com os mais modernos recursos, pesquisaram por vários dias e não chegaram a nenhuma conclusão. Ficam divagando entre mil hipóteses para saber se o Sudário é falso ou verdadeiro. Alguns deles, atendendo a suas crenças pessoais, ficam em elucubrações para provar que é falso, fato que não conseguem comprovar.
Diante do fato, os administradores da catedral de Milão resolveram retirar o Sudário da catedral e o guardaram em local adequado. Para voltar a exibi-lo na catedral, novamente, vão tomar todos os cuidados, pois em ocasiões anteriores a exibição do Sudário ocasionou um congestionamento imenso na cidade, com milhões de fiéis querendo visitar a preciosa relíquia.
Para o fiéis seguidores de Cristo, não há a mínima dúvida: o Sudário é um retrato fiel dos sofrimentos de Jesus, um retrato que ele deixou para todos aqueles que o seguem e o amam.
Mas o que diz a Igreja Católica sobre o Santo Sudário de Turim, venerado
naquela catedral italiana. Ela mantém respeito, mas não se pronuncia. A fé
do povo de Deus é que proclama a grande verdade: o Sudário é uma lembrança
de Jesus para os seu povo, uma lembrança de seus sofrimentos pela salvação
da humanidade.
* Sudário
é um tecido
ou lençol de linho usado antigamente para envolver o corpo de uma
pessoa morta antes do sepultamento, funcionando como uma mortalha.

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