Se o leitor passar algum dia pela cidade de Rio Ne-gro, no Paraná, e olhar ao longe, poderá ainda ver as torres do velho Seminário São Luis de Tolosa lá no alto da montanha, uma construção quase centenária, transformado em parque eco-turístico, tombado como patrimônio histórico e cultural do município de Rio Negro. Ele foi construído por frades alemães, e inaugurado em 3 de fevereiro de 1923. Na década de 70, o educandário foi desativado, sendo os estudantes transferidos para um novo seminário construído numa fazenda próxima à cidade de Agudos, no Estado de São Paulo. As instalações do velho seminário São Luis de Tolosa, depois de muitos anos fechadas, foram recuperadas e hoje nelas funcionam a prefeitura e secretarias do município da cidade de Rio Negro, Paraná, além de diversos órgãos dedicados à cultura. No entorno do prédio funciona um extraordinário parque eco-turístico, herança dos filhos de São Francisco, hoje Patrono da Ecologia.
Mas qual a razão para os franciscanos abandonarem a construção deste seminário, à época, frequentado por 300 alunos oriundos de todo o Brasil e com uma equipe de professores altamente qualificados, alguns mesmo, com mestrado na Europa? Podemos dizer que a razão foi a necessidade, pois sua localização, longe de grandes centros produtores, principalmente de alimentos, estava tornando mito difícil a manutenção do educandário. Então, compraram uma pequena fazenda, no interior de São Paulo, onde construíram um novo seminário, o Seminário Santo Antônio e trocaram o antigo seminário por uma faculdade no interior de São Paulo. O novo proprietário trancou as portas e deixo o São Luiz de Tolosa fechado durante anos, até que o mesmo foi comprado pela Prefeitura do Rio Negro, segundo dizem, com ajuda de recursos federais.
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