Scripta e Virtual

O blog da cultura e do conhecimento. Inicio com trecho do poema de Gonçalves Dias, Y- Juca Pirama: - Assim, o Timbira, coberto de glória/ Guardava a memória/ Do moço guerreiro, do velho tupi./ E à noite nas tabas,/ se alguém duvidava/ Do que ele contava/ Dizia prudente:“Meninos, eu vi”. Eu também vi muita coisa e vou contar, neste blog, para vocês. Por favor, faça seus comentários e torne-se um seguidor de meu blog. E-mail do autor: vsom01@yahoo.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

VENDER, UMA ATIVIDAEDE MUITA ANTIGA





A atividade de vendas é tão antiga quanto o homem. Ao se organizar em sociedade, o homem  tinha que trocar aquilo que produzia por outros produtos de que precisava. Esse sistema, denominado escambo, era uma atividade de vendas, durante a qual os envolvidos desenvolviam suas habilidades para defender as qualidades de seus produtos.

Certamente que o progresso de muitos povos foi o resultado de grandes negócios efetuados no decurso de sua história. Os fenícios, por exemplo, eram grandes mercadores e levaram seus produtos aos portos do Mediterrâneo. Chegaram à costa atlântica da Espanha e fizeram a viagem de circum-navegação da África, por volta do ano 600 aC. Eles vendiam pratos e vasos de ouro, prata e bronze, garrafas de marfim, cerâmica fina, perfumes, unguentos, lãs, tecidos de linho e também armas.

A expansão do império romano certamente contribuíu para o desenvolvimento de comércio em larga escala.

A primeira venda de que se tem notícia aconteceu ainda no paraíso, quando a serpente vendeu a Adão e Eva a famosa maçã, fruto da árvore proibida, usando falsos argumentos. Eles comeram a maça e só então perceberam que foram enganados por aquele vendedor ardiloso e se deram mal. Essa venda é hoje chamada de venda em sentido lato e não venda em sentido estrito. Na venda em sentido lato não se vendem produtos, mas ideias, conceitos ou coisa que o valha. Foi o que aconteceu no paraíso.





Outra venda  desastrada,  relatada  na  Bíblia,  foi feita por Esaú, que vendeu ao irmão Jacó o seu direito à primogenitura, em troca  de  um  prato  de  lentilhas. O comprador, Jacó, foi muito esperto, enquanto Esaú, obsecado pela fome, abriu mão de seus direitos à herança do pai, Isaac. Mais tarde, o próprio Jacó foi vítima de outro vendedor esperto, Labão, que lhe vendeu a filha Raquel em troca de servidão de sete anos e depois mais sete. E os filhos de Jacó não tiveram dúvida e venderam como escravo o irmão José, conhecido como José do Egito, que se destacou na corte do Faraó.

Também temos na Bíblia a história daquele outro vendedor que vendeu seu Mestre por 30 moedas de prata e mudou o curso da história, não chegando mesmo a usufruir do pagamento.

No início do século XVI, conhecemos um negócio que deu muito o que falar, quando o Papa Júlio II instituiu a venda das indulgências para levantar fundos para a construção da basílica de São Pedro. Segundo os vendedores, a cada pagamento das indulgências, o comprador tinha automaticamente seus pecados perdoados. Esses vendedores percorriam a Europa de Norte a Sul, oferecendo sua mercadoria e arrecadando milhões para as obras de Júlio II. Tal procedimento provocou a ira de Lutero, estabelecendo-se um grande cisma religioso e o surgimento do protestantismo, com graves consequências políticas e religiosas para todo o continente europeu, com a diminuição do poderio papal que, pela primeira vez, sofria contestação.



Nas sociedades primitivas, quando o número de produtos a serem trocados ainda era limitado, as trocas se realizavam  por  escambo, isto é, os produtos eram diretamente comercializados pelo povo em geral. Trocavam-se peles por cerâmica, sal por conchas, tecidos por animais. Com o aumento de produtores e de produtos, para facilitar as transações, começaram a ser criadas as primeiras moedas, como por exemplo, o sal, do qual se derivou a palavra salário. Também o gado era usado como moeda. Gado em latim é pecus, de onde veio a palavras pecúnia que significa dinheiro. Nas  sociedades mais   avançadas   começaram  a  circular  as moedas feitas de metais, como cobre, prata e ouro. E o dinheiro se tornou tão importante que reis e monarcas mandaram gravar a sua efígie numa de suas faces.

Na Idade Média surgiram os artesãos que produziam mercadorias sob encomenda e, em troca, recebiam um pagamento em dinheiro, geralmente, moedas de ouro. Na produção artesanal, cada produto atendia às exigências do comprador que, de maneira geral, acompanhava as etapas de fabricação do mesmo, adequando-os às suas exigências pessoais. Eram roupas, calçados, móveis, armas, carruagens, jóias e até palácios e castelos.



No século XIX, assistimos ao início da era industrial, mudando os padrões comerciais em todo o mundo, criando uma classe operária responsável pela produção de produtos em larga escala, além da concentração de grandes capitais no chamado mundo capitalista. Com o advento da máquina, foi iniciada a produção em série, com a padronização dos produtos. O crescimento da produção aumentava também a competição, com centenas de empresas fabricando uma gama variada de produtos no mundo inteiro, produtos esses com características impostas pelo próprio fabricante e não mais pelo comprador, como na era artesanal, fato que alterou profundamente as atividades do mercado, pois logo se percebeu que não adiantava fabricar produtos se as pessoas não gostassem deles e não quisessem comprá-los. 





Foi assim que surgiu nos países industrializados uma nova disciplina denominada marketing, termo adotado nos diversos idiomas. O marketing nasceu com o objetivo de estabelecer uma ponte entre fabricante e consumidor, facilitando a atividade de vendas. Ele passou a funcionar como uma verdadeira bússola que orienta a empresa por entre os recifes que pontilham ao longo do mercado. Sem essa bússola, muitos navegam sem rumo, em mar encapelado, e outros podem mesmo sofrer a desventura do naufrágio.



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            LIVROS DO AUTOR DESTE BLOG PARA SEUS                                           MOMENTOS  DE LAZER. 

                                

          

O FILHO DE ANITA - Uma história que beira o fantástico. Um rico fazendeiro que incorpora o Malvado, desenvolve um intenso trabalho para seduzir uma bela jovem, Anita, criando situações inusitadas. A história reúne frades, médicos, vaqueiros, mulheres inteligentes e o povo simples dos vilarejos. E tem um final surpreendente. Só lendo, para crer.

VENDER É PRECISO- Um livro para treinamento de vendedores e empresários, mostrando as melhores técnicas de vendas, desenvolvidas no país e no exterior. Agora, em segunda edição. Um professor de vendas sobre Vender é Preciso, disse o seguinte:” Este livro deveria estar no porta-luvas do carro de todo vendedor, pois também Ler é Preciso”.

 OPERAÇÃO KAABA - Uma história extraordinária, que se passa no ano de 2035, num conflito internacional de graves consequências e o sequestro de um papa por terroristas islâmicos. O livro fala do surgimento de uma nova ordem religiosa - os Novos Templários, em cujos votos está, agora incluído, o voto de Preservação, com o objetivo de minorar os graves problemas ambientais que surgirão no futuro. A história envolve terroristas, jornalistas, políticos, fanáticos religiosos, personagens do clero e a figura de um papa - Pedro Paulo I, além de uma bela jovem que está presente em toda a trama.

 AS TORRES DAS TRÊS VIRTUDES- livro dividido em duas partes. A primeira se passa num seminário, com a narrativa de fatos vivenciados pelo autor em sua juventude, mostrando como se desenvolvia a vida de um jovem, baseada no estudo, no trabalho e na oração, além das atividades esportivas. A segunda parte é vivida pelo herói da narrativa, na fazenda de seu pai, onde impera a corrupção, a violência e a lei da Winchester. 

 MENINO TROPEIRO - é a biografia da infância do autor, filho de um professor primário, que dava aulas em povoados do Planalto Catarinense. Aulas para 4 turmas, simultaneamente, com a maioria dos alunos vindos das propriedades agrícolas. Eles não tinham condução, como os alunos atuais. Vinham a pé, na escola não havia refeições e, à tarde voltavam para casa e pegavam uma enxada para ajudar os pais no trabalho das lavouras. Eram outros tempos. 

EXPRESSÕES E PROVÉRBIOS LATINOS -  São mais de 400 verbetes, com tradução, pronúncia e exemplos de uso. É um material adequados para advogados, pois a jurisprudência faz uso constante de terminologia latina, face a importância do direito romano para todos os povos.. Mas o livro também é importante para a cultura em geral, pois traz também um texto completo sobre a história de Roma.

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Postado por R.H.Souza às 10:32
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Quem sou eu

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R.H.Souza
Estudei durante 11 anos em diversos seminários da Ordem Franciscana, onde concluí o curso de filosofia. Ao sair do seminário, ingressei na Faculdade Nacional de Direito (antiga Universidade do Brasil). Durante os cinco anos de faculdade, fui professor de latim em cursos para o vestibular de direito, letras e filosofia. Depois de formado, trabalhei em diversas empresas multi-nacionais (General Electric, Shell e Gillette do Brasil)nas quais atuei nas áreas de propaganda e promoção de vendas, editando publicações de cunho comercial. A seguir, fundei uma produtora audiovisual, na qual, durante 33 anos, escrevi roteiros para audiovisual e vídeo nas áreas de treinamento e relações públicas. Produzi programas que foram exibidos em feiras internacionais na Alemanha, Argentina, Espanha e Chile. Editei o livro Brasil Sim, em 4 idiomas, considerado, à época, o melhor trabalho de promoção do País no exterior. Sou autor dos seguintes livros: Operação Kaaba, O Filho de Anita, As Torres das Três Virtudes, Menino Tropeiro e Vender é Preciso. Resido, atualmente, na cidade do Rio de Janeiro
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